Opa, post filosófico a vista... (Ah sim, isto é um post duplo, para começar bem o final de semana!)
Se você não quer pensar na vida, seja porque esta feliz com ela, ou deprimido o suficiente, não leia as seguintes linhas...
O que é a culpa? Muitas pessoas a interpretam como um fardo. Eu recentemente tenho achado que a culpa é tão importante quanto a dor.
Leprosos e diabéticos podem vir a perder membros do corpo. Todos sabem disso, mas o que a grande maioria não sabe é que isto acontece não pela doença em si, mas sim por algo causado por ela... como sempre, eu explico.
Tanto a lepra, quanto a diabetes, podem chegar ao ponto onde o "sujeito" perde totalmente a sensibilidade em alguns locais do corpo... e daí? E daí que você perde um braço por que recebeu um corte, ou uma ferida e como não tinha dor alguma "alertando-o", simplesmente deixou a mesma inflamar e chegar a algum ponto crítico sem volta.
É nesse ponto que eu quero chegar... a dor é tão importante porque ela avisa que algo esta errado, e para o próprio bem, algo deve ser feito. Hoje eu vejo a culpa da mesma maneira, ou seja, nada mais que algo em minha consciência me avisando que em algum lugar nas últimas horas ou dias, eu pisei na bola...
A culpa vem, na grande maioria das vezes de mãos dadas com o arrependimento, caso o contrário não é culpa, e sim "desleixo". Mas arrependido de quê?
Um antigo filósofo (Benedict Groeschel) uma vez disse: "Um santo não passa de um pecador, só que mais arrependido que a maioria de nós."
Dostoievski escreveu, em Notas do Subterrâneo, uma "história" onde um "heremita" paga uma noite com uma prostituta, e ao final do sexo propriamente dito, o mesmo sente "culpa", e talvez um arrependimento... não houveram palavras trocadas, apenas uma troca de pertences, uma cama e alguns minutos.
O "heremita" sentiu culpa de ter feito algo que foi "criado" para ser intímo, sem ao menos trocar uma palavra, uma expressão de carinho. A grande sacada foi que essa culpa o impeliu a conversar, e desta conversa, o pobre coitado (será ele tão diferente de nós?) começou a amar a mesma mulher que antes foi paga para fazer o que hoje ela faz por amor.
Até onde a sua culpa pode lhe ajudar?
É... eu disse que seria filosófico.
Até...
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
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